segunda-feira, 25 de abril de 2011

A família Castello Branco em Parnaíba


O amigo Alcenor, escreveu e bem , o artigo "Onde Fica a Casa Grande? " . Fico com o notávcel poeta, na máxima afirmativa de que a Parnaíba, vive um momento de reencontro com o seu glorioso passado, através das conquistas que estão sendo vividas no presente, com o olhar para o promissor futuro , quando em 11 de junho próximo vindouro, a Villa da Parnahiba, completará oficialmente 300 anos de história. No que se refere a Casa Grande, consta no seu testamento a avaliação dos seus prédios urbanos, o de maior valor como sendo o existente com 04 janelas para a Rua da Glória e 06 janelas para a Rua Grande, avaliado em 6.000$000- seis contos de réis. Coincidentemente, é o que ainda hoje está caracterizado como tal. Quanto aos 300 anos de existência de Parnaíba, o documento datado de 11 de junho de 1711, é a comprovação de que João Gomes do Rego Barros, preposto do rico sertanista e empreendedor Baiano Pedro Barbosa Leal, proprietário da dita vila, solicitou e obteve do bispado do Maranhão, a autorização para erigir uma igreja para veneração de Nossa Senhora de Monte Serrathe, santa de devoção do seu proprietário. Tanto é verdade, que o lugar passou a ser chamado de Villa de Nossa Senhora de Monserrathe. Naquele ano a família Lopes, já estava residindo às margens do riacho Burití, próximo à barra do Rio Longá, no velho Parnaíba.

Hoje, quinta feira da Paixão de Cristo, estivemos juntos e entre outros assuntos, tratamos do bom momento progressista que a cidade e toda a região da grande Parnaíba, está vivenciando. Na oportunidade, comuniquei-lhe que havia escrito o modesto texto, a seguir, que trata da ligação de suas famílias “ Castello Branco “ e “ Lopes “ , com a Villa da Parnahiba, há 300 anos:

A RESPEITO DE ALCENOR RODRIGUES CANDEIRA FILHO

O polivalente parnaibano em tela, é orgulho das gerações atuais vivas de sua cidade natal. Nascido em 10/02/1947, por formação universitária como advogado, aposentou-se como procurador federal. Também, exerceu com louvor o magistério no ensino médio e universitário (UFFPI) , e ainda hoje milita nessa área, exercendo com dignidade e competência as funções atinentes de Secretário Municipal de Educação. Culturalmente, é ensaísta, crítico literário e poeta. Mas, ser poeta aos meus olhos é a sua praia, tão bem expressada em tantos poemas que lhe levaram a distinção de membro das academias Parnaibana e Piauiense de Letras. Mas, “Passando em Revista” o “Memorial da Cidade Amiga” , mentalizo “Parnaíba”, como o seu poema maior, às vistas de todo o seu verbo poético. Assim, eu sei de cor:

Parnaíba não é uma ilha fluvial
A martelar-me a memória.
É uma cidade inteira
Dentro de mim,
Latejando em mim,
Há um ano e meio após
a tragédia de Hiroshima...

Aí, nesse poema, percebe-se a sua referência ao ano de seu nascimento, quando em fatídico dia na 2ª guerra mundial, a bomba atômica explodiu no Japão. E hoje, quando a história se repete, lá no oriente, face aos últimos acontecimentos da natureza, provocando danos nucleares à humanidade, entende-se que é chegada a hora à uma reflexão mais apurada, no caminhamento do homem em direção ao futuro.

Mas, tratando de pessoas, lendo e relendo a obra genealógica de Edgardo Pires Ferreira, mesmo sabendo que o homem focado é membro da família Castello Branco, oportunizei-me em saber que o mesmo é descendente direto de Francisco Lopes fundador de Buriti dos Lopes por volta de 1700, e João Gomes do Rego Barros, que no início da segunda década do século XVIII implantou na beira do Igará (Igaraçu) as primeiras charqueadas no futuro estado do Piauí, na condição de preposto e Capitão-mor da Villa Nova da Parnaíba (região da Parnaíba), apropriada pelo rico empreendedor baiano Pedro Barbosa Leal. Então, verifiquemos :

JOÃO GOMES DO REGO BARROS, era pernambucano, filho de João do Rego Barros, irmão de Francisco do Rego Barros, que exerceu as funções reais de Governador da Capitania da Paraíba(1663-1670) e Ofícial Provedor da Fazenda Real de Pernambuco. Nasceu em Olinda por volta de 1856. Faleceu em Parnaíba. Foi Capitão-mor da Villa Nova da Parnahiba, de propriedade do poderoso empreendedor baiano, Pedro Barbosa Leal, quando em 1711, agilizou e conseguiu, como representante do mesmo, a autorização para erigir na dita vila, uma igreja para veneração de Nossa Senhora de Monte Serrathe. Daí, a localidade passou a ser conhecida como Villa de Nossa Senhora de Monserrathe da Parnahiba. Em 1712, quando do levante dos tapuias na região norte dos estados do Piauí, Maranhão e Ceará, por ocasião da invasão da Villa Parnahiba, pediu socorro e foi atendido pelo Mestre de Campo, Cel. Bernardo Carvalho de Aguiar, fundador de São Miguel dos Tapuios, Campo Maior e São Bernardo (MA) , que retomou o lugarejo, acantonando os gentios no Delta do Parnaíba, sob a orientação religiosa do Frei Lino de Mescent, implantando-se então o 1º aldeiamento na região. Em 14 de julho de 1725, recebeu do Governador Geral do Estado do Maranhão e Grão Pará, terras no delta do Rio Parnaíba, quando passou a cuidar dos próprios negócios, indo residir no lugar Testa Branca, atualmente a comunidade Chafariz. Casou em primeira núpcia na cidade de São Luiz (MA), com Anna Castello Branco de Mesquita. Posteriormente, viúvo , casou com sua cunhada Maria do Monte Serrathe Castello Branco, nascida em Lisboa, e falecida no Piauí. Ambas as esposas eram filhas de Dom Francisco da Cunha Castello Branco, que vindo de Pernambuco, após passar pelo Maranhão, estabeleceu-se na Bitoracara (Campo Maior). Os seus filhos do primeiro matrimonio, foram Maria Eugênia de Mesquita Castelo Branco, Lourenço dos Passos Rego Castello Branco, Rosendo Lopes do Rego Castelo Castello Branco e João do Rego Castello Branco; Os do segundo matrimônio, Francisca do Monte Serrathe Castelo Branco, Florência do Monte Serrathe Castello Branco e Anna do Monte Serrathe Castello Branco.

Sua descendente na 5ª geração, Francisca Maria de Jesus Castello Branco, casou com o Alferes José Lopes da Cruz, filho de Ângelo Antonio Lopes(descendente dos Lopes) , este, assassinado pelos balaios em 1839, na sua fazenda Tinguís (Burití dos Lopes), quando contava 90 anos de idade. Dessa união nasceram Maria Eugênia Lopes da Cruz, Estevão Lopes Castello Branco, Francisco Miguel dos Anjos Lopes Castelo Branco “O Ruivo” (Balaiada) , José Lopes da Cruz Filho, Joaquim Antonio Lopes, Carlos Lopes Castello Branco, Alexandre Lopes Castello Branco, Francisca Maria Castelo Branco, Anna Francisca Castello Branco, João Lopes Castello Branco e Luís José Demétrio Castello Branco, todos da 6ª geração..

MARIA EUGÊNIA LOPES DA CRUZ, casou com seu primo Francisco Gil Castello Branco. Seu ente José Francisco de Sant’anna, casou com Marianna de Sousa Fortes, nascida no Livramento, atualmente município de José de Freitas..

MARIANNA DE SOUZA FORTES, Nasceu em 1815, faleceu em 1910. Casou com seu primo, José Francisco de Sant´ana, filho de Veneranda Clara Castello Branco e José Joaquim de Sant’anna, descendente de Francisco Gil Castello Branco e Maria Eugênia Lopes Castelo Branco. Seu filho Fenelon Santana, falecido na Amazônia em 22/07/1896, casou em 22/04/1895, com sua prima Feliciana Ferreira Castello Branco, com a qual, teve dois filhos. Fenelon de Sant’ana Castello Branco e DulcilaSant’ana Castello Branco, esta, mãe do renomado jornalista brasileiro, Carlos Castello Branco.

FENELON SANTANA CASTELLO BRANCO, nasceu em 19/03/1897, em União. Casou em primeiro matrimônio com sua prima Ana Martins Castello Branco, filha de Lívio Ferreira Castelo Branco e Maria Ester Martins. Desse primeiro casamento nasceram Maria de Lourdes Santana Castelo Branco, José Castelo Branco, Lívio Ferreira Castelo Branco Neto e Maria Thereza Martins Castello Branco.

MARIA DE LOURDES SANTANA CASTELLO BRANCO, nasceu em Parnaíba, em 06/10/1918. Casou em 27/03/1943, em São Luiz , com Alcenor Rodrigues Candeira, com o qual, teve os filhos , Carlos José Castelo Branco Candeira, Ana Maria Castelo Branco Candeira, Alcenor Rodrigues Candeira Filho e Tânia Maria Castelo Branco, esposa de Francisco Canindé Correia.

ALCENOR RODRIGUES CANDEIRA FILHO, filho de Alcenor Rodrigues Candeira e Maria de Lourdes Santana Castelo Branco. Nasceu em 10/02/1947, na cidade de Parnaíba. Casou em 1ª núpcia com Simone Lages de Carvalho. São seus filhos, Dina de Carvalho Candeira, Diana de Carvalho Candeira e David de Carvalho Candeira. Efetivamente, o brilhante intelectual parnaibano é descendente direto do Alferes, José Lopes da Cruz e Francisca Maria de Jesus Castello Branco, da 5ª geração de João Gomes do Rego Barros, portanto um parnaibano de 300 anos de história, como também o atual prefeito de Parnaíba, José Hamilton Furtado Castelo Branco, bisneto de Luiz José Demétrio Castello Branco e Ângela do Monte Serrathe.

Por Vicente de Paula Araújo Silva “Potência”
Fonte: acesso343

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