sábado, 21 de maio de 2011

Um resgate da história econômica de Buriti dos Lopes – Indústria Pires de Sampaio


Edificada na década de 50 a Indústria Pires Sampaio foi a mais importante de nossa cidade, era situada nas margens da BR 343 na saída de Buriti rumo a Parnaíba, ela foi criada a partir do sonho empreendedor do grande visionário Wenceslau de Sampaio que vendo a imensa produtividade do algodão em nossa região, empenhou-se em construir uma indústria para beneficiar aquele que, naquela época, era o nosso mais valioso produto agrícola.
O primeiro conjunto de maquinário foi comprado da cidade de Amarante, juntamente com o equipamento veio o senhor “Pedro da Fábrica” que teria a missão de montá-lo e fazê-lo funcionar, eram máquinas antiquadas movidas a ‘gás pobre’ que resultava da queima de lenha com carvão de pedra, era um conjunto de engrenagens que faziam funcionar três equipamentos acoplados, o primeiro e principal equipamento era utilizado para descaroçar o algodão; o segundo produzia gelo (algo raro, pois na época poucos tinham geladeira) e o terceiro pilava sem muita eficiência o arroz, porém é importante lembrar que a produção de arroz era diminuta e se limitava ao plantio de sequeiros ou roças.
Para aumentar a produtividade foram adquiridas novas máquinas da marca Piratininga, com esse equipamento a indústria além descaroçar passou também a produzir óleo do côco babaçu e do caroço do algodão, aqueles caroços que eram antes jogados fora agora passava a ser explorado produzindo o óleo e o “Linto”, que é a lã, produto de alto valor comercial exportado para São Paulo. No auge de seu funcionamento a indústria chegou a empregar 19 funcionários que recebiam a matéria prima de várias localidades, a produção girava em torno de 02 carradas semanais vendidas para a cidade de Sobral, outro importante serviço da empresa era o fornecimento de energia elétrica para iluminação da cidade. A indústria deixou de funcionar no final da década de 60 e hoje infelizmente nem mesmo o prédio existe mais.

Texto: Prof. Gildazio e Neném Calixto.
Fonte: Portal Buritiense

domingo, 15 de maio de 2011

Instituto de História, Arte e letras de Buriti dos Lopes publica relação dos seus sócios e patronos

Presidente Bernardo Lucas Matheus.

O primeiro vice- presidente do Instituto de História Artes e Letras de Buriti dos Lopes, escritor e jornalista José Luiz de Carvalho no uso de suas atribuições previstas no estatuto anuncia ao público em geral a relação de sócios efetivos e patronos da 50 cadeiras dessa instituição.
Segundo José Luiz , o IHAL que presidido pelo magistrado aposentado, Bernardo Lucas Matheus, foi criada no ano de 2008, mas somente agora vai poder funcionar ativamente. Ele acrescentou que ao longo, desses anos algumas atividades foram desempenhadas entre elas, a grande festa de instalação desse instituto e posse da maioria dos membros realizada no ano de 2009. Festa esta que foi considerada, o maior evento cultural já realizado em Buriti dos Lopes.
Ele também disse que o maior problema para se instalar uma entidade dessa natureza, é falta de recursos, sendo no momento a única fonte de recursos do IHAL, as doações voluntárias por parte de alguns sócios. Além das jóias que foram pagas por alguns membros do ano de 2009. Conforme o estatuto, cada associado deveria contribuir com um valor mensal, mas este valor só será cobrado a partir da data em foi instalado o escritório na sede provisória a ser inaugurada na rua Epaminondas Castelo Branco, região central da cidade.
Carvalho, acrescentou que o momento é muito oportuno para se retornar ao projeto IHAL, pois movimentos culturais de jovens estão eclodindo em vários escolas, por um outro lado portal Buritiense, através dos trabalhos dos professores Francisco Gildazio e José Cândido Carvalho e do poeta e historiador Neném Calisto, vêm resgatando aspectos importantes da história da cidade, de uma forma muita séria e responsável. Neste momento, a população também já começa a despertar interesse na necessidade de preservação da natureza, principalmente das nascentes dos riachos, além da preocupação preservação da mata atlântica e uma rara fauna que ainda existe na região do brejo do riacho Buriti.
“Temos que levar em conta também, o brejo do riacho Buriti, a pedra do Peral, a pedra do Letreiro, os rios Longá e Pirangi que são os mais importantes patrimônios naturais do município vêm sendo defendidos pela imprensa local, que denuncia os abusos e invasões, com destaque para o Portal Boca do Povo, nos trabalhos de Frank Cardoso e Rurik Araújo, o portal 180graus na coluna do radialista e jornalista Jota Pereira e do portal e jornal Correio do Norte”. Concluiu José Luiz.
------------------
Relação de sócios e patronos do Instituto de História, Arte e Letras de Buriti dos Lopes – IHAL -
Cadeira Primeiro Ocupante - Patrono
01 José Luiz de Carvalho -Aderson de Araújo Carvalho
02 Antonio Alberto Dias do Val -Alberto Dias Candeira
03 Antonio Marçal de Sousa Val -Américo José de Sousa
04 Roberto de Sousa Amorim -Ângelo Antonio Lopes
05 Juscelino Duarte Val -Antonio Pacheco Ramos
06 Ângela Maria Leódido de Sousa -Antônio Romão de Sousa
07 Maria Savina Marques de Sousa – não empossada -Antônio Paulo de Sousa
08 Cândido Laurindo do Val Filho -Cândido Rodrigues de Carvalho Neto
09 Francisco Gildazio da Silva -Bernardino Leocádio do Rêgo
10 Hermane Castelo Branco Diniz -Demerval Castelo Branco Diniz
11 Rosa Maria Gomes -Domingos Soriano de Sales
12 Bernardo Carvalho do Val -Epaminondas Castelo Branco
13 Alan Ricardo Costa Araújo -Eulina Escórcio Alexandrino
14 Patricia Pinto Araújo de Carvalho -Joana Demetrio
15 Francisco Emanoel Pinheiro de Oliveira -Francisco Bendito Pinheiro
16 Clodomiro Sousa Silva - não empossado -Francisco das Chagas Silva(Chico Jonas)-
17 Francisco das Chagas do Val Filho -Francisco das Chagas do Val
18 Manoel Moreira de Abreu Filho -José Lucas Leodido

19 Raimundo Nonato Lopes de Sousa -Francisco Lopes
20 Rosana Araújo Chaves -Frederico Pires de Sampaio
21 Jesimiel Amaral de Sousa -Gervásio Pires de Sampaio

22 Alzivanda Maria Val Portela Cardoso -Guilherme Portela de Sampaio
23 Carlos Alberto de Araújo- não empossado -João Gomes de Araújo
24 Maria do Rosário de Oliveira Portela -Joaquim Narciso de Oliveira Castro Filho
25 Maria Nilce Moraes -Joaquim Sabino Dantas
26 Arnaldo Escorcio de Athaíde - falecido -Jonas Escórcio Alexandrino
27 Marcelino Elias de Macedo -José Ferreira Mendes
28 Paulo de Tarso Tavares e Silva – não empossado-José Euclides de Miranda
29 Antônio de Pádua Ribeiro dos Santos -não empossado-Pedro de Alcântara dos Santos(Pedro Borges)
30 Zuzita Maria do Amaral -José Lopes da Cruz
31 Vicente Gregório Silva Joaquim Leal
32 Francisca Machado Torres Cordeiro - não empossada -Darcio Almeida
33 Francisca Ivana Aguiar Santos -Lívio Fortes dos Santos
34 Francisca das Chagas Sousa -Luiz Gualberto de Sousa
35 Maria José da Silva Carvalho -Manoel Clemente da Silva
36 Laurindo Ferreira da Rocha -Manoel Laurindo Val
37 Bernardo Lucas Mateus -Maria dos Remédios de Sousa
38 João da Cruz de Sousa -Mariano Lucas de Sousa
39 Carlos Alberto Seixas de Aquino -Miguel Seixas de Aquino
40 Francisco de Assis Braga -Oney Braga de Sousa
41 Gildete Maria Duarte -Pascoal José Duarte
42 Francisco Carvalho Nunes -Pedro Calisto Nunes
43 João Batista do Amaral -Raimundo Ângelo do Amaral
44 Bernardo José da Silva - não empossado -Raimundo Galdino do Nascimento
45 Euvêncio José do Val -Raimundo Justino da Silva
46 Paulo Cesar Lima – não empossado -Roldão Rodrigues
47 Bernardo Lucas Mateus Filho -Thomaz Romão de Sousa
48 Francisco de Assis Ibiapina - não empossado-Wenceslau de Sampaio
49 Josias Leódido Bona - não empossado -Hilson Bona
50 Jenival José Diniz -Zezita Cruz Sampaio

Fonte: Assessoria de Comunicação do IHAL

segunda-feira, 9 de maio de 2011

RENOVADO IHGGP MERECE UM CRÉDITO DE CONFIANÇA


O Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Parnaíba fundado em 13 de janeiro de 2000, mas na realidade começou a mostrar serviço efetivamente, a partir do dia 19 de outubro de 2003, quando numa belíssima solenidade no Porto das Barcas foi empossada sua diretoria, protagonizada por Dona Lozinha Bezerra, assim como os primeiros 40 sócios que passaram a compor essa importante casa cultural. Em agosto de 2004 O IHGGP passou a ocupar o andar superior do imóvel colonial conhecido por “Sobrado de Dona Auta”, auspiciosamente adquirido pela Prefeitura Municipal de Parnaíba em 2001, na administração do então prefeito Paulo Eudes Carneiro.

De 2004 para cá muita coisa aconteceu e mudou no IHGGP. No início era tudo maravilha, e o IHGGP viveu seus dias de glória, ganhando corpo e visibilidade. A cidade passou a tomar conhecimento de que naquele vetusto sobrado, outrora fechado e habitado por miríades de morcegos, agora estava reaberto e revigorado, como guardião dentre outras atividades, da rica história da Parnaíba. Em suas reuniões e eleições de diretoria comparecia a maioria dos sócios, e muitos queriam participar da chapa. Até um governador subiu a suas escadas e passeou solenemente pelos seus vastos salões. Grande parte dos sócios pagava a sua simbólica contribuição mensalmente. A revista “Histórica” editada anualmente era disputada pelos sócios na publicação de artigos; até que uma vil “fogueira de vaidades” queimasse o clima de harmonia que lá existia. A partir daí os sócios em sua maioria começaram a se afastar. O que amainava os problemas e a falta de recursos era a dotação anual do Município que o IHGGP recebia e que muito contribuiu para o seu crescimento organizacional.

O tempo passou, o mundo girou… e numa dessas enigmáticas voltas, avassaladoramente atingiu o IHGGP em cheio. Todo aquele glamour que antes já começava a declinar desabou de vez, com a doença e posterior morte de Dona Lozinha acontecida em Teresina no dia 21 de março de 2009.

Com as renuncias irrevogáveis do 1º e do 2º Vice-Presidente, já sem 1º e 2º tesoureiros, o trem descarrilou.

Nuvens plúmbeas e agourentas cobriram o velho sobrado da Duque de Caxias, que tristemente ficou fechado por mais de dois meses.

Com esse impasse, muitos acreditavam que o IHGGP não mais se levantaria e devia acabar de vez. Ledo engano! Um bem de importância singular para a cultura da cidade, não poderia desaparecer sem nenhuma luta. Foi aí que os sócios: Renato Bacellar, Wilton Porto, José Luiz Carvalho, Antônio Galas, Cosme Sousa, Reginaldo Júnior e Mário Pires articulam-se através de várias reuniões com o fim específico de evitar definitivamente o fim do IHGGP.

Para o desgosto e decepção de quem torceu contra, qual Fênix, O IHGGP ressurgiu das próprias cinzas, com a eleição democrática do promissor Reginaldo Júnior — hoje acadêmico do curso de história da UESPI — como presidente.

A aludida crepitante fogueira de vaidades fez e faz com que a maioria dos sócios se afaste peremptoriamente, inclusive alguns emitindo comentários desairosos sobre o IHGGP e principalmente não contribuindo com a insignificante parte que lhe cabe estatuariamente — dos 40 sócios, somente 12 chegam junto. Mas alvissareiramente, em contrapartida, a sociedade parnaibana emite claros sinais de apoio e crédito ao novo IHGGP, que mesmo sem os mínimos recursos necessários para sua subsistência — atualmente sem nenhuma dotação orçamentária do Município —, sem desvio de rumo e de cabeça erguida mantém suas portas abertas para os visitantes, que diariamente o procuram. São estudantes em todos os níveis, professores e grupos de turistas. Vários estagiários universitários ajudam o presidente na difícil e nobre missão de manter, cuidar e desenvolver uma, repito “singular instituição”, imprescindível à hoje combalida cultura parnaibana.

Mário Pires Santana



mariophb@yahoo.com.br
Foto: IHGGP - Jornal de Parnaiba
Fonte: PCN01.com