sábado, 21 de maio de 2011

Um resgate da história econômica de Buriti dos Lopes – Indústria Pires de Sampaio


Edificada na década de 50 a Indústria Pires Sampaio foi a mais importante de nossa cidade, era situada nas margens da BR 343 na saída de Buriti rumo a Parnaíba, ela foi criada a partir do sonho empreendedor do grande visionário Wenceslau de Sampaio que vendo a imensa produtividade do algodão em nossa região, empenhou-se em construir uma indústria para beneficiar aquele que, naquela época, era o nosso mais valioso produto agrícola.
O primeiro conjunto de maquinário foi comprado da cidade de Amarante, juntamente com o equipamento veio o senhor “Pedro da Fábrica” que teria a missão de montá-lo e fazê-lo funcionar, eram máquinas antiquadas movidas a ‘gás pobre’ que resultava da queima de lenha com carvão de pedra, era um conjunto de engrenagens que faziam funcionar três equipamentos acoplados, o primeiro e principal equipamento era utilizado para descaroçar o algodão; o segundo produzia gelo (algo raro, pois na época poucos tinham geladeira) e o terceiro pilava sem muita eficiência o arroz, porém é importante lembrar que a produção de arroz era diminuta e se limitava ao plantio de sequeiros ou roças.
Para aumentar a produtividade foram adquiridas novas máquinas da marca Piratininga, com esse equipamento a indústria além descaroçar passou também a produzir óleo do côco babaçu e do caroço do algodão, aqueles caroços que eram antes jogados fora agora passava a ser explorado produzindo o óleo e o “Linto”, que é a lã, produto de alto valor comercial exportado para São Paulo. No auge de seu funcionamento a indústria chegou a empregar 19 funcionários que recebiam a matéria prima de várias localidades, a produção girava em torno de 02 carradas semanais vendidas para a cidade de Sobral, outro importante serviço da empresa era o fornecimento de energia elétrica para iluminação da cidade. A indústria deixou de funcionar no final da década de 60 e hoje infelizmente nem mesmo o prédio existe mais.

Texto: Prof. Gildazio e Neném Calixto.
Fonte: Portal Buritiense

domingo, 15 de maio de 2011

Instituto de História, Arte e letras de Buriti dos Lopes publica relação dos seus sócios e patronos

Presidente Bernardo Lucas Matheus.

O primeiro vice- presidente do Instituto de História Artes e Letras de Buriti dos Lopes, escritor e jornalista José Luiz de Carvalho no uso de suas atribuições previstas no estatuto anuncia ao público em geral a relação de sócios efetivos e patronos da 50 cadeiras dessa instituição.
Segundo José Luiz , o IHAL que presidido pelo magistrado aposentado, Bernardo Lucas Matheus, foi criada no ano de 2008, mas somente agora vai poder funcionar ativamente. Ele acrescentou que ao longo, desses anos algumas atividades foram desempenhadas entre elas, a grande festa de instalação desse instituto e posse da maioria dos membros realizada no ano de 2009. Festa esta que foi considerada, o maior evento cultural já realizado em Buriti dos Lopes.
Ele também disse que o maior problema para se instalar uma entidade dessa natureza, é falta de recursos, sendo no momento a única fonte de recursos do IHAL, as doações voluntárias por parte de alguns sócios. Além das jóias que foram pagas por alguns membros do ano de 2009. Conforme o estatuto, cada associado deveria contribuir com um valor mensal, mas este valor só será cobrado a partir da data em foi instalado o escritório na sede provisória a ser inaugurada na rua Epaminondas Castelo Branco, região central da cidade.
Carvalho, acrescentou que o momento é muito oportuno para se retornar ao projeto IHAL, pois movimentos culturais de jovens estão eclodindo em vários escolas, por um outro lado portal Buritiense, através dos trabalhos dos professores Francisco Gildazio e José Cândido Carvalho e do poeta e historiador Neném Calisto, vêm resgatando aspectos importantes da história da cidade, de uma forma muita séria e responsável. Neste momento, a população também já começa a despertar interesse na necessidade de preservação da natureza, principalmente das nascentes dos riachos, além da preocupação preservação da mata atlântica e uma rara fauna que ainda existe na região do brejo do riacho Buriti.
“Temos que levar em conta também, o brejo do riacho Buriti, a pedra do Peral, a pedra do Letreiro, os rios Longá e Pirangi que são os mais importantes patrimônios naturais do município vêm sendo defendidos pela imprensa local, que denuncia os abusos e invasões, com destaque para o Portal Boca do Povo, nos trabalhos de Frank Cardoso e Rurik Araújo, o portal 180graus na coluna do radialista e jornalista Jota Pereira e do portal e jornal Correio do Norte”. Concluiu José Luiz.
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Relação de sócios e patronos do Instituto de História, Arte e Letras de Buriti dos Lopes – IHAL -
Cadeira Primeiro Ocupante - Patrono
01 José Luiz de Carvalho -Aderson de Araújo Carvalho
02 Antonio Alberto Dias do Val -Alberto Dias Candeira
03 Antonio Marçal de Sousa Val -Américo José de Sousa
04 Roberto de Sousa Amorim -Ângelo Antonio Lopes
05 Juscelino Duarte Val -Antonio Pacheco Ramos
06 Ângela Maria Leódido de Sousa -Antônio Romão de Sousa
07 Maria Savina Marques de Sousa – não empossada -Antônio Paulo de Sousa
08 Cândido Laurindo do Val Filho -Cândido Rodrigues de Carvalho Neto
09 Francisco Gildazio da Silva -Bernardino Leocádio do Rêgo
10 Hermane Castelo Branco Diniz -Demerval Castelo Branco Diniz
11 Rosa Maria Gomes -Domingos Soriano de Sales
12 Bernardo Carvalho do Val -Epaminondas Castelo Branco
13 Alan Ricardo Costa Araújo -Eulina Escórcio Alexandrino
14 Patricia Pinto Araújo de Carvalho -Joana Demetrio
15 Francisco Emanoel Pinheiro de Oliveira -Francisco Bendito Pinheiro
16 Clodomiro Sousa Silva - não empossado -Francisco das Chagas Silva(Chico Jonas)-
17 Francisco das Chagas do Val Filho -Francisco das Chagas do Val
18 Manoel Moreira de Abreu Filho -José Lucas Leodido

19 Raimundo Nonato Lopes de Sousa -Francisco Lopes
20 Rosana Araújo Chaves -Frederico Pires de Sampaio
21 Jesimiel Amaral de Sousa -Gervásio Pires de Sampaio

22 Alzivanda Maria Val Portela Cardoso -Guilherme Portela de Sampaio
23 Carlos Alberto de Araújo- não empossado -João Gomes de Araújo
24 Maria do Rosário de Oliveira Portela -Joaquim Narciso de Oliveira Castro Filho
25 Maria Nilce Moraes -Joaquim Sabino Dantas
26 Arnaldo Escorcio de Athaíde - falecido -Jonas Escórcio Alexandrino
27 Marcelino Elias de Macedo -José Ferreira Mendes
28 Paulo de Tarso Tavares e Silva – não empossado-José Euclides de Miranda
29 Antônio de Pádua Ribeiro dos Santos -não empossado-Pedro de Alcântara dos Santos(Pedro Borges)
30 Zuzita Maria do Amaral -José Lopes da Cruz
31 Vicente Gregório Silva Joaquim Leal
32 Francisca Machado Torres Cordeiro - não empossada -Darcio Almeida
33 Francisca Ivana Aguiar Santos -Lívio Fortes dos Santos
34 Francisca das Chagas Sousa -Luiz Gualberto de Sousa
35 Maria José da Silva Carvalho -Manoel Clemente da Silva
36 Laurindo Ferreira da Rocha -Manoel Laurindo Val
37 Bernardo Lucas Mateus -Maria dos Remédios de Sousa
38 João da Cruz de Sousa -Mariano Lucas de Sousa
39 Carlos Alberto Seixas de Aquino -Miguel Seixas de Aquino
40 Francisco de Assis Braga -Oney Braga de Sousa
41 Gildete Maria Duarte -Pascoal José Duarte
42 Francisco Carvalho Nunes -Pedro Calisto Nunes
43 João Batista do Amaral -Raimundo Ângelo do Amaral
44 Bernardo José da Silva - não empossado -Raimundo Galdino do Nascimento
45 Euvêncio José do Val -Raimundo Justino da Silva
46 Paulo Cesar Lima – não empossado -Roldão Rodrigues
47 Bernardo Lucas Mateus Filho -Thomaz Romão de Sousa
48 Francisco de Assis Ibiapina - não empossado-Wenceslau de Sampaio
49 Josias Leódido Bona - não empossado -Hilson Bona
50 Jenival José Diniz -Zezita Cruz Sampaio

Fonte: Assessoria de Comunicação do IHAL

segunda-feira, 9 de maio de 2011

RENOVADO IHGGP MERECE UM CRÉDITO DE CONFIANÇA


O Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Parnaíba fundado em 13 de janeiro de 2000, mas na realidade começou a mostrar serviço efetivamente, a partir do dia 19 de outubro de 2003, quando numa belíssima solenidade no Porto das Barcas foi empossada sua diretoria, protagonizada por Dona Lozinha Bezerra, assim como os primeiros 40 sócios que passaram a compor essa importante casa cultural. Em agosto de 2004 O IHGGP passou a ocupar o andar superior do imóvel colonial conhecido por “Sobrado de Dona Auta”, auspiciosamente adquirido pela Prefeitura Municipal de Parnaíba em 2001, na administração do então prefeito Paulo Eudes Carneiro.

De 2004 para cá muita coisa aconteceu e mudou no IHGGP. No início era tudo maravilha, e o IHGGP viveu seus dias de glória, ganhando corpo e visibilidade. A cidade passou a tomar conhecimento de que naquele vetusto sobrado, outrora fechado e habitado por miríades de morcegos, agora estava reaberto e revigorado, como guardião dentre outras atividades, da rica história da Parnaíba. Em suas reuniões e eleições de diretoria comparecia a maioria dos sócios, e muitos queriam participar da chapa. Até um governador subiu a suas escadas e passeou solenemente pelos seus vastos salões. Grande parte dos sócios pagava a sua simbólica contribuição mensalmente. A revista “Histórica” editada anualmente era disputada pelos sócios na publicação de artigos; até que uma vil “fogueira de vaidades” queimasse o clima de harmonia que lá existia. A partir daí os sócios em sua maioria começaram a se afastar. O que amainava os problemas e a falta de recursos era a dotação anual do Município que o IHGGP recebia e que muito contribuiu para o seu crescimento organizacional.

O tempo passou, o mundo girou… e numa dessas enigmáticas voltas, avassaladoramente atingiu o IHGGP em cheio. Todo aquele glamour que antes já começava a declinar desabou de vez, com a doença e posterior morte de Dona Lozinha acontecida em Teresina no dia 21 de março de 2009.

Com as renuncias irrevogáveis do 1º e do 2º Vice-Presidente, já sem 1º e 2º tesoureiros, o trem descarrilou.

Nuvens plúmbeas e agourentas cobriram o velho sobrado da Duque de Caxias, que tristemente ficou fechado por mais de dois meses.

Com esse impasse, muitos acreditavam que o IHGGP não mais se levantaria e devia acabar de vez. Ledo engano! Um bem de importância singular para a cultura da cidade, não poderia desaparecer sem nenhuma luta. Foi aí que os sócios: Renato Bacellar, Wilton Porto, José Luiz Carvalho, Antônio Galas, Cosme Sousa, Reginaldo Júnior e Mário Pires articulam-se através de várias reuniões com o fim específico de evitar definitivamente o fim do IHGGP.

Para o desgosto e decepção de quem torceu contra, qual Fênix, O IHGGP ressurgiu das próprias cinzas, com a eleição democrática do promissor Reginaldo Júnior — hoje acadêmico do curso de história da UESPI — como presidente.

A aludida crepitante fogueira de vaidades fez e faz com que a maioria dos sócios se afaste peremptoriamente, inclusive alguns emitindo comentários desairosos sobre o IHGGP e principalmente não contribuindo com a insignificante parte que lhe cabe estatuariamente — dos 40 sócios, somente 12 chegam junto. Mas alvissareiramente, em contrapartida, a sociedade parnaibana emite claros sinais de apoio e crédito ao novo IHGGP, que mesmo sem os mínimos recursos necessários para sua subsistência — atualmente sem nenhuma dotação orçamentária do Município —, sem desvio de rumo e de cabeça erguida mantém suas portas abertas para os visitantes, que diariamente o procuram. São estudantes em todos os níveis, professores e grupos de turistas. Vários estagiários universitários ajudam o presidente na difícil e nobre missão de manter, cuidar e desenvolver uma, repito “singular instituição”, imprescindível à hoje combalida cultura parnaibana.

Mário Pires Santana



mariophb@yahoo.com.br
Foto: IHGGP - Jornal de Parnaiba
Fonte: PCN01.com

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Zezita Sampaio, Uma Buritiense Notável!


Zezita Cruz Sampaio foi uma das mais importantes figuras que esta cidade já viu, nasceu no dia 20 de outubro de 1907, filha de Antônio Romão de Sousa e de Maria Florência da Cruz, Zezita sempre foi admirada, em sua juventude atraia a atenção de todos por sua beleza e seu jeito refinado de ser, extremamente inteligente, tinha o dom da escrita e da oratória, sabia expressar-se como ninguém e se fazia compreender tanto por pessoas simples como pelas autoridades.
De estatura mediana e uma voz marcante, com seu olhar firme e penetrante não hesitava nas decisões, gostava de se manter atualizada lendo jornal da capital e para saber o que se passava no dia a dia da cidade, recebia muitas visitas e com elas conversava sobre os problemas da comunidade, não dava risadas à toa, sua seriedade era respeitada. Zezita Cruz Sampaio casou-se com o Contra-Almirante Gervásio Pires de Sampaio, um ilustre buritiense. Zezita herdou de seu esposo todo o poder e prestígio que este possuía na sociedade buritiense, e graças a isso, mesmo viúva, foi Prefeita de Buriti dos Lopes, através de eleição popular para o mandato de 1959 a 1963, sendo a primeira prefeita na história do município, onde realizou uma brilhante administração voltada para o progresso. Dentre as principais realizações de seu mandato podemos destacar a construção do Fórum Wilson Bona e a Cadeia Pública da cidade, etc…
Sócia fundadora e presidente da associação São Vicente de Paula que tinha como projeto a construção de uma escola primária voltada para atender aos mais carentes, criada a instituição recebeu como primeiro nome Escola São Vicente de Paula, que anos depois, numa justa homenagem à fundadora da associação, passaria a se chamar Unidade Escolar Zezita Sampaio. Mesmo depois de seu mandato, Zezita foi a maior liderança política local, pois sempre desfrutava de grande prestigio junto aos políticos na esfera estadual, dentre estes deputados senadores e governadores os quais era muito comum frequentar sua casa. Em sua na sala, encontra-se o primeiro telefone chegado na cidade, que era geralmente utilizado para se comunicar com as autoridades e serem tomadas decisões voltadas para o bem município. Zezita Sampaio não deixou filhos, morreu no dia 07 de abril do ano de 1984, aos 77 anos, sua morte chocou toda a cidade, Buriti perdia um de seus mitos, porém ainda hoje sua lembrança permanece viva na memória do povo buritiense.
Texto: Prof. Gildazio e Neném Calixto

Fonte: portalburitiense.com.br

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Buriti dos Lopes - Retificando Um Lapso na História


O Portal Buritiense vem retificar algumas informações que colocamos na matéria intitulada, “14 de Abril, Há 154 Anos Acontecia o Enforcamento do Escravo Aleixo”, postada no dia 13 do corrente mês, a referida matéria faz referência ao trágico episódio, ocorrido em nossa cidade, que foi o crime supostamente praticado por um escravo. A produção do texto foi embasada em pesquisas realizadas no livro de Caio Passos de 1982 (Cada Rua Sua História), porém recentemente tivemos acesso a outra fonte de pesquisa e nela encontramos data diferente para a ocorrência do crime.
A equipe do Portal não satisfeita com a inconsistência de datas às quais encontramos, dirigiu-se à Catedral de Parnaíba, onde encontra-se o túmulo de D. Carolina Thomázia, e pudemos verificar que na lápide colocada sobre seu túmulo encontra-se além da data correta de seu falecimento (1850), seu nome completo que era D. CAROLINA THOMAZIA DIAS DE SEIXAS E MIRANDA. Portanto corrigimos a discordância de datas que existe na bibliografia pesquisada, e refazendo os cálculos podemos dizer que enforcamento de Aleixo ocorreu há 160 anos (14 de abril de 1851) e não há 154 como havíamos colocado.

Texto: Prof. Gildazio e Neném Calixto – 27 de abril de 2011./Portal Buritiense

terça-feira, 26 de abril de 2011

Barra do Longá presente na história

Barra linda de porto firme
Navios e barcos a ancorar
É bonito ver o belo encontro
Dois rios correndo a se abraçar
Foi terra de povos nativos
De tribos, Tapúias e Alongás
Águas vermelha e escura
Do Parnaíba e do Longá

Banzeiros com águas em abundância
O verde esperança o grande pomar
O vento forte soprando
À noite brilha o luar
Cardumes de peixes nadando
Subindo pra desovar
As pororocas correndo
Em direção para o mar

Às vistas de Santa Luzia
A comunidade feliz está
As margens do rio Parnaíba
Santuário da Barra do Longá
Foi o segundo estaleiro do estado
Calafates com trabalho de primeira
Porto que marcou passagem histórica
Dos Alves, dos Lopes e Pires Ferreira

Barra amada de muitos amigos
No festejo, multidão em procissão
Em louvor a Santa Luzia
Os romeiros em devoção
De muitos lugares distante
Ricos e pobres sem distinção
Pra pagar suas promessas
Agradecendo a sua proteção

Barra do Longá, terra querida!
Aos balaios serviste de trincheira
Em ti buscaram refúgio
Como hoje, sempre foi hospitaleira
A história sendo recontada
Aos filhos a verdade com certeza
Uma guerra de heróis vencidos
Vítimas da intolerância e da pobreza

Poesia: Neném Calixto e Prof. Gildazio

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A família Castello Branco em Parnaíba


O amigo Alcenor, escreveu e bem , o artigo "Onde Fica a Casa Grande? " . Fico com o notávcel poeta, na máxima afirmativa de que a Parnaíba, vive um momento de reencontro com o seu glorioso passado, através das conquistas que estão sendo vividas no presente, com o olhar para o promissor futuro , quando em 11 de junho próximo vindouro, a Villa da Parnahiba, completará oficialmente 300 anos de história. No que se refere a Casa Grande, consta no seu testamento a avaliação dos seus prédios urbanos, o de maior valor como sendo o existente com 04 janelas para a Rua da Glória e 06 janelas para a Rua Grande, avaliado em 6.000$000- seis contos de réis. Coincidentemente, é o que ainda hoje está caracterizado como tal. Quanto aos 300 anos de existência de Parnaíba, o documento datado de 11 de junho de 1711, é a comprovação de que João Gomes do Rego Barros, preposto do rico sertanista e empreendedor Baiano Pedro Barbosa Leal, proprietário da dita vila, solicitou e obteve do bispado do Maranhão, a autorização para erigir uma igreja para veneração de Nossa Senhora de Monte Serrathe, santa de devoção do seu proprietário. Tanto é verdade, que o lugar passou a ser chamado de Villa de Nossa Senhora de Monserrathe. Naquele ano a família Lopes, já estava residindo às margens do riacho Burití, próximo à barra do Rio Longá, no velho Parnaíba.

Hoje, quinta feira da Paixão de Cristo, estivemos juntos e entre outros assuntos, tratamos do bom momento progressista que a cidade e toda a região da grande Parnaíba, está vivenciando. Na oportunidade, comuniquei-lhe que havia escrito o modesto texto, a seguir, que trata da ligação de suas famílias “ Castello Branco “ e “ Lopes “ , com a Villa da Parnahiba, há 300 anos:

A RESPEITO DE ALCENOR RODRIGUES CANDEIRA FILHO

O polivalente parnaibano em tela, é orgulho das gerações atuais vivas de sua cidade natal. Nascido em 10/02/1947, por formação universitária como advogado, aposentou-se como procurador federal. Também, exerceu com louvor o magistério no ensino médio e universitário (UFFPI) , e ainda hoje milita nessa área, exercendo com dignidade e competência as funções atinentes de Secretário Municipal de Educação. Culturalmente, é ensaísta, crítico literário e poeta. Mas, ser poeta aos meus olhos é a sua praia, tão bem expressada em tantos poemas que lhe levaram a distinção de membro das academias Parnaibana e Piauiense de Letras. Mas, “Passando em Revista” o “Memorial da Cidade Amiga” , mentalizo “Parnaíba”, como o seu poema maior, às vistas de todo o seu verbo poético. Assim, eu sei de cor:

Parnaíba não é uma ilha fluvial
A martelar-me a memória.
É uma cidade inteira
Dentro de mim,
Latejando em mim,
Há um ano e meio após
a tragédia de Hiroshima...

Aí, nesse poema, percebe-se a sua referência ao ano de seu nascimento, quando em fatídico dia na 2ª guerra mundial, a bomba atômica explodiu no Japão. E hoje, quando a história se repete, lá no oriente, face aos últimos acontecimentos da natureza, provocando danos nucleares à humanidade, entende-se que é chegada a hora à uma reflexão mais apurada, no caminhamento do homem em direção ao futuro.

Mas, tratando de pessoas, lendo e relendo a obra genealógica de Edgardo Pires Ferreira, mesmo sabendo que o homem focado é membro da família Castello Branco, oportunizei-me em saber que o mesmo é descendente direto de Francisco Lopes fundador de Buriti dos Lopes por volta de 1700, e João Gomes do Rego Barros, que no início da segunda década do século XVIII implantou na beira do Igará (Igaraçu) as primeiras charqueadas no futuro estado do Piauí, na condição de preposto e Capitão-mor da Villa Nova da Parnaíba (região da Parnaíba), apropriada pelo rico empreendedor baiano Pedro Barbosa Leal. Então, verifiquemos :

JOÃO GOMES DO REGO BARROS, era pernambucano, filho de João do Rego Barros, irmão de Francisco do Rego Barros, que exerceu as funções reais de Governador da Capitania da Paraíba(1663-1670) e Ofícial Provedor da Fazenda Real de Pernambuco. Nasceu em Olinda por volta de 1856. Faleceu em Parnaíba. Foi Capitão-mor da Villa Nova da Parnahiba, de propriedade do poderoso empreendedor baiano, Pedro Barbosa Leal, quando em 1711, agilizou e conseguiu, como representante do mesmo, a autorização para erigir na dita vila, uma igreja para veneração de Nossa Senhora de Monte Serrathe. Daí, a localidade passou a ser conhecida como Villa de Nossa Senhora de Monserrathe da Parnahiba. Em 1712, quando do levante dos tapuias na região norte dos estados do Piauí, Maranhão e Ceará, por ocasião da invasão da Villa Parnahiba, pediu socorro e foi atendido pelo Mestre de Campo, Cel. Bernardo Carvalho de Aguiar, fundador de São Miguel dos Tapuios, Campo Maior e São Bernardo (MA) , que retomou o lugarejo, acantonando os gentios no Delta do Parnaíba, sob a orientação religiosa do Frei Lino de Mescent, implantando-se então o 1º aldeiamento na região. Em 14 de julho de 1725, recebeu do Governador Geral do Estado do Maranhão e Grão Pará, terras no delta do Rio Parnaíba, quando passou a cuidar dos próprios negócios, indo residir no lugar Testa Branca, atualmente a comunidade Chafariz. Casou em primeira núpcia na cidade de São Luiz (MA), com Anna Castello Branco de Mesquita. Posteriormente, viúvo , casou com sua cunhada Maria do Monte Serrathe Castello Branco, nascida em Lisboa, e falecida no Piauí. Ambas as esposas eram filhas de Dom Francisco da Cunha Castello Branco, que vindo de Pernambuco, após passar pelo Maranhão, estabeleceu-se na Bitoracara (Campo Maior). Os seus filhos do primeiro matrimonio, foram Maria Eugênia de Mesquita Castelo Branco, Lourenço dos Passos Rego Castello Branco, Rosendo Lopes do Rego Castelo Castello Branco e João do Rego Castello Branco; Os do segundo matrimônio, Francisca do Monte Serrathe Castelo Branco, Florência do Monte Serrathe Castello Branco e Anna do Monte Serrathe Castello Branco.

Sua descendente na 5ª geração, Francisca Maria de Jesus Castello Branco, casou com o Alferes José Lopes da Cruz, filho de Ângelo Antonio Lopes(descendente dos Lopes) , este, assassinado pelos balaios em 1839, na sua fazenda Tinguís (Burití dos Lopes), quando contava 90 anos de idade. Dessa união nasceram Maria Eugênia Lopes da Cruz, Estevão Lopes Castello Branco, Francisco Miguel dos Anjos Lopes Castelo Branco “O Ruivo” (Balaiada) , José Lopes da Cruz Filho, Joaquim Antonio Lopes, Carlos Lopes Castello Branco, Alexandre Lopes Castello Branco, Francisca Maria Castelo Branco, Anna Francisca Castello Branco, João Lopes Castello Branco e Luís José Demétrio Castello Branco, todos da 6ª geração..

MARIA EUGÊNIA LOPES DA CRUZ, casou com seu primo Francisco Gil Castello Branco. Seu ente José Francisco de Sant’anna, casou com Marianna de Sousa Fortes, nascida no Livramento, atualmente município de José de Freitas..

MARIANNA DE SOUZA FORTES, Nasceu em 1815, faleceu em 1910. Casou com seu primo, José Francisco de Sant´ana, filho de Veneranda Clara Castello Branco e José Joaquim de Sant’anna, descendente de Francisco Gil Castello Branco e Maria Eugênia Lopes Castelo Branco. Seu filho Fenelon Santana, falecido na Amazônia em 22/07/1896, casou em 22/04/1895, com sua prima Feliciana Ferreira Castello Branco, com a qual, teve dois filhos. Fenelon de Sant’ana Castello Branco e DulcilaSant’ana Castello Branco, esta, mãe do renomado jornalista brasileiro, Carlos Castello Branco.

FENELON SANTANA CASTELLO BRANCO, nasceu em 19/03/1897, em União. Casou em primeiro matrimônio com sua prima Ana Martins Castello Branco, filha de Lívio Ferreira Castelo Branco e Maria Ester Martins. Desse primeiro casamento nasceram Maria de Lourdes Santana Castelo Branco, José Castelo Branco, Lívio Ferreira Castelo Branco Neto e Maria Thereza Martins Castello Branco.

MARIA DE LOURDES SANTANA CASTELLO BRANCO, nasceu em Parnaíba, em 06/10/1918. Casou em 27/03/1943, em São Luiz , com Alcenor Rodrigues Candeira, com o qual, teve os filhos , Carlos José Castelo Branco Candeira, Ana Maria Castelo Branco Candeira, Alcenor Rodrigues Candeira Filho e Tânia Maria Castelo Branco, esposa de Francisco Canindé Correia.

ALCENOR RODRIGUES CANDEIRA FILHO, filho de Alcenor Rodrigues Candeira e Maria de Lourdes Santana Castelo Branco. Nasceu em 10/02/1947, na cidade de Parnaíba. Casou em 1ª núpcia com Simone Lages de Carvalho. São seus filhos, Dina de Carvalho Candeira, Diana de Carvalho Candeira e David de Carvalho Candeira. Efetivamente, o brilhante intelectual parnaibano é descendente direto do Alferes, José Lopes da Cruz e Francisca Maria de Jesus Castello Branco, da 5ª geração de João Gomes do Rego Barros, portanto um parnaibano de 300 anos de história, como também o atual prefeito de Parnaíba, José Hamilton Furtado Castelo Branco, bisneto de Luiz José Demétrio Castello Branco e Ângela do Monte Serrathe.

Por Vicente de Paula Araújo Silva “Potência”
Fonte: acesso343