segunda-feira, 9 de maio de 2011
RENOVADO IHGGP MERECE UM CRÉDITO DE CONFIANÇA
O Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Parnaíba fundado em 13 de janeiro de 2000, mas na realidade começou a mostrar serviço efetivamente, a partir do dia 19 de outubro de 2003, quando numa belíssima solenidade no Porto das Barcas foi empossada sua diretoria, protagonizada por Dona Lozinha Bezerra, assim como os primeiros 40 sócios que passaram a compor essa importante casa cultural. Em agosto de 2004 O IHGGP passou a ocupar o andar superior do imóvel colonial conhecido por “Sobrado de Dona Auta”, auspiciosamente adquirido pela Prefeitura Municipal de Parnaíba em 2001, na administração do então prefeito Paulo Eudes Carneiro.
De 2004 para cá muita coisa aconteceu e mudou no IHGGP. No início era tudo maravilha, e o IHGGP viveu seus dias de glória, ganhando corpo e visibilidade. A cidade passou a tomar conhecimento de que naquele vetusto sobrado, outrora fechado e habitado por miríades de morcegos, agora estava reaberto e revigorado, como guardião dentre outras atividades, da rica história da Parnaíba. Em suas reuniões e eleições de diretoria comparecia a maioria dos sócios, e muitos queriam participar da chapa. Até um governador subiu a suas escadas e passeou solenemente pelos seus vastos salões. Grande parte dos sócios pagava a sua simbólica contribuição mensalmente. A revista “Histórica” editada anualmente era disputada pelos sócios na publicação de artigos; até que uma vil “fogueira de vaidades” queimasse o clima de harmonia que lá existia. A partir daí os sócios em sua maioria começaram a se afastar. O que amainava os problemas e a falta de recursos era a dotação anual do Município que o IHGGP recebia e que muito contribuiu para o seu crescimento organizacional.
O tempo passou, o mundo girou… e numa dessas enigmáticas voltas, avassaladoramente atingiu o IHGGP em cheio. Todo aquele glamour que antes já começava a declinar desabou de vez, com a doença e posterior morte de Dona Lozinha acontecida em Teresina no dia 21 de março de 2009.
Com as renuncias irrevogáveis do 1º e do 2º Vice-Presidente, já sem 1º e 2º tesoureiros, o trem descarrilou.
Nuvens plúmbeas e agourentas cobriram o velho sobrado da Duque de Caxias, que tristemente ficou fechado por mais de dois meses.
Com esse impasse, muitos acreditavam que o IHGGP não mais se levantaria e devia acabar de vez. Ledo engano! Um bem de importância singular para a cultura da cidade, não poderia desaparecer sem nenhuma luta. Foi aí que os sócios: Renato Bacellar, Wilton Porto, José Luiz Carvalho, Antônio Galas, Cosme Sousa, Reginaldo Júnior e Mário Pires articulam-se através de várias reuniões com o fim específico de evitar definitivamente o fim do IHGGP.
Para o desgosto e decepção de quem torceu contra, qual Fênix, O IHGGP ressurgiu das próprias cinzas, com a eleição democrática do promissor Reginaldo Júnior — hoje acadêmico do curso de história da UESPI — como presidente.
A aludida crepitante fogueira de vaidades fez e faz com que a maioria dos sócios se afaste peremptoriamente, inclusive alguns emitindo comentários desairosos sobre o IHGGP e principalmente não contribuindo com a insignificante parte que lhe cabe estatuariamente — dos 40 sócios, somente 12 chegam junto. Mas alvissareiramente, em contrapartida, a sociedade parnaibana emite claros sinais de apoio e crédito ao novo IHGGP, que mesmo sem os mínimos recursos necessários para sua subsistência — atualmente sem nenhuma dotação orçamentária do Município —, sem desvio de rumo e de cabeça erguida mantém suas portas abertas para os visitantes, que diariamente o procuram. São estudantes em todos os níveis, professores e grupos de turistas. Vários estagiários universitários ajudam o presidente na difícil e nobre missão de manter, cuidar e desenvolver uma, repito “singular instituição”, imprescindível à hoje combalida cultura parnaibana.
Mário Pires Santana
mariophb@yahoo.com.br
Foto: IHGGP - Jornal de Parnaiba
Fonte: PCN01.com
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Zezita Sampaio, Uma Buritiense Notável!
Zezita Cruz Sampaio foi uma das mais importantes figuras que esta cidade já viu, nasceu no dia 20 de outubro de 1907, filha de Antônio Romão de Sousa e de Maria Florência da Cruz, Zezita sempre foi admirada, em sua juventude atraia a atenção de todos por sua beleza e seu jeito refinado de ser, extremamente inteligente, tinha o dom da escrita e da oratória, sabia expressar-se como ninguém e se fazia compreender tanto por pessoas simples como pelas autoridades.
De estatura mediana e uma voz marcante, com seu olhar firme e penetrante não hesitava nas decisões, gostava de se manter atualizada lendo jornal da capital e para saber o que se passava no dia a dia da cidade, recebia muitas visitas e com elas conversava sobre os problemas da comunidade, não dava risadas à toa, sua seriedade era respeitada. Zezita Cruz Sampaio casou-se com o Contra-Almirante Gervásio Pires de Sampaio, um ilustre buritiense. Zezita herdou de seu esposo todo o poder e prestígio que este possuía na sociedade buritiense, e graças a isso, mesmo viúva, foi Prefeita de Buriti dos Lopes, através de eleição popular para o mandato de 1959 a 1963, sendo a primeira prefeita na história do município, onde realizou uma brilhante administração voltada para o progresso. Dentre as principais realizações de seu mandato podemos destacar a construção do Fórum Wilson Bona e a Cadeia Pública da cidade, etc…
Sócia fundadora e presidente da associação São Vicente de Paula que tinha como projeto a construção de uma escola primária voltada para atender aos mais carentes, criada a instituição recebeu como primeiro nome Escola São Vicente de Paula, que anos depois, numa justa homenagem à fundadora da associação, passaria a se chamar Unidade Escolar Zezita Sampaio. Mesmo depois de seu mandato, Zezita foi a maior liderança política local, pois sempre desfrutava de grande prestigio junto aos políticos na esfera estadual, dentre estes deputados senadores e governadores os quais era muito comum frequentar sua casa. Em sua na sala, encontra-se o primeiro telefone chegado na cidade, que era geralmente utilizado para se comunicar com as autoridades e serem tomadas decisões voltadas para o bem município. Zezita Sampaio não deixou filhos, morreu no dia 07 de abril do ano de 1984, aos 77 anos, sua morte chocou toda a cidade, Buriti perdia um de seus mitos, porém ainda hoje sua lembrança permanece viva na memória do povo buritiense.
Texto: Prof. Gildazio e Neném Calixto
Fonte: portalburitiense.com.br
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Buriti dos Lopes - Retificando Um Lapso na História
O Portal Buritiense vem retificar algumas informações que colocamos na matéria intitulada, “14 de Abril, Há 154 Anos Acontecia o Enforcamento do Escravo Aleixo”, postada no dia 13 do corrente mês, a referida matéria faz referência ao trágico episódio, ocorrido em nossa cidade, que foi o crime supostamente praticado por um escravo. A produção do texto foi embasada em pesquisas realizadas no livro de Caio Passos de 1982 (Cada Rua Sua História), porém recentemente tivemos acesso a outra fonte de pesquisa e nela encontramos data diferente para a ocorrência do crime.
A equipe do Portal não satisfeita com a inconsistência de datas às quais encontramos, dirigiu-se à Catedral de Parnaíba, onde encontra-se o túmulo de D. Carolina Thomázia, e pudemos verificar que na lápide colocada sobre seu túmulo encontra-se além da data correta de seu falecimento (1850), seu nome completo que era D. CAROLINA THOMAZIA DIAS DE SEIXAS E MIRANDA. Portanto corrigimos a discordância de datas que existe na bibliografia pesquisada, e refazendo os cálculos podemos dizer que enforcamento de Aleixo ocorreu há 160 anos (14 de abril de 1851) e não há 154 como havíamos colocado.
Texto: Prof. Gildazio e Neném Calixto – 27 de abril de 2011./Portal Buritiense
terça-feira, 26 de abril de 2011
Barra do Longá presente na história
Barra linda de porto firme
Navios e barcos a ancorar
É bonito ver o belo encontro
Dois rios correndo a se abraçar
Foi terra de povos nativos
De tribos, Tapúias e Alongás
Águas vermelha e escura
Do Parnaíba e do Longá
Banzeiros com águas em abundância
O verde esperança o grande pomar
O vento forte soprando
À noite brilha o luar
Cardumes de peixes nadando
Subindo pra desovar
As pororocas correndo
Em direção para o mar
Às vistas de Santa Luzia
A comunidade feliz está
As margens do rio Parnaíba
Santuário da Barra do Longá
Foi o segundo estaleiro do estado
Calafates com trabalho de primeira
Porto que marcou passagem histórica
Dos Alves, dos Lopes e Pires Ferreira
Barra amada de muitos amigos
No festejo, multidão em procissão
Em louvor a Santa Luzia
Os romeiros em devoção
De muitos lugares distante
Ricos e pobres sem distinção
Pra pagar suas promessas
Agradecendo a sua proteção
Barra do Longá, terra querida!
Aos balaios serviste de trincheira
Em ti buscaram refúgio
Como hoje, sempre foi hospitaleira
A história sendo recontada
Aos filhos a verdade com certeza
Uma guerra de heróis vencidos
Vítimas da intolerância e da pobreza
Poesia: Neném Calixto e Prof. Gildazio
Navios e barcos a ancorar
É bonito ver o belo encontro
Dois rios correndo a se abraçar
Foi terra de povos nativos
De tribos, Tapúias e Alongás
Águas vermelha e escura
Do Parnaíba e do Longá
Banzeiros com águas em abundância
O verde esperança o grande pomar
O vento forte soprando
À noite brilha o luar
Cardumes de peixes nadando
Subindo pra desovar
As pororocas correndo
Em direção para o mar
Às vistas de Santa Luzia
A comunidade feliz está
As margens do rio Parnaíba
Santuário da Barra do Longá
Foi o segundo estaleiro do estado
Calafates com trabalho de primeira
Porto que marcou passagem histórica
Dos Alves, dos Lopes e Pires Ferreira
Barra amada de muitos amigos
No festejo, multidão em procissão
Em louvor a Santa Luzia
Os romeiros em devoção
De muitos lugares distante
Ricos e pobres sem distinção
Pra pagar suas promessas
Agradecendo a sua proteção
Barra do Longá, terra querida!
Aos balaios serviste de trincheira
Em ti buscaram refúgio
Como hoje, sempre foi hospitaleira
A história sendo recontada
Aos filhos a verdade com certeza
Uma guerra de heróis vencidos
Vítimas da intolerância e da pobreza
Poesia: Neném Calixto e Prof. Gildazio
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A família Castello Branco em Parnaíba
O amigo Alcenor, escreveu e bem , o artigo "Onde Fica a Casa Grande? " . Fico com o notávcel poeta, na máxima afirmativa de que a Parnaíba, vive um momento de reencontro com o seu glorioso passado, através das conquistas que estão sendo vividas no presente, com o olhar para o promissor futuro , quando em 11 de junho próximo vindouro, a Villa da Parnahiba, completará oficialmente 300 anos de história. No que se refere a Casa Grande, consta no seu testamento a avaliação dos seus prédios urbanos, o de maior valor como sendo o existente com 04 janelas para a Rua da Glória e 06 janelas para a Rua Grande, avaliado em 6.000$000- seis contos de réis. Coincidentemente, é o que ainda hoje está caracterizado como tal. Quanto aos 300 anos de existência de Parnaíba, o documento datado de 11 de junho de 1711, é a comprovação de que João Gomes do Rego Barros, preposto do rico sertanista e empreendedor Baiano Pedro Barbosa Leal, proprietário da dita vila, solicitou e obteve do bispado do Maranhão, a autorização para erigir uma igreja para veneração de Nossa Senhora de Monte Serrathe, santa de devoção do seu proprietário. Tanto é verdade, que o lugar passou a ser chamado de Villa de Nossa Senhora de Monserrathe. Naquele ano a família Lopes, já estava residindo às margens do riacho Burití, próximo à barra do Rio Longá, no velho Parnaíba.
Hoje, quinta feira da Paixão de Cristo, estivemos juntos e entre outros assuntos, tratamos do bom momento progressista que a cidade e toda a região da grande Parnaíba, está vivenciando. Na oportunidade, comuniquei-lhe que havia escrito o modesto texto, a seguir, que trata da ligação de suas famílias “ Castello Branco “ e “ Lopes “ , com a Villa da Parnahiba, há 300 anos:
A RESPEITO DE ALCENOR RODRIGUES CANDEIRA FILHO
O polivalente parnaibano em tela, é orgulho das gerações atuais vivas de sua cidade natal. Nascido em 10/02/1947, por formação universitária como advogado, aposentou-se como procurador federal. Também, exerceu com louvor o magistério no ensino médio e universitário (UFFPI) , e ainda hoje milita nessa área, exercendo com dignidade e competência as funções atinentes de Secretário Municipal de Educação. Culturalmente, é ensaísta, crítico literário e poeta. Mas, ser poeta aos meus olhos é a sua praia, tão bem expressada em tantos poemas que lhe levaram a distinção de membro das academias Parnaibana e Piauiense de Letras. Mas, “Passando em Revista” o “Memorial da Cidade Amiga” , mentalizo “Parnaíba”, como o seu poema maior, às vistas de todo o seu verbo poético. Assim, eu sei de cor:
Parnaíba não é uma ilha fluvial
A martelar-me a memória.
É uma cidade inteira
Dentro de mim,
Latejando em mim,
Há um ano e meio após
a tragédia de Hiroshima...
Aí, nesse poema, percebe-se a sua referência ao ano de seu nascimento, quando em fatídico dia na 2ª guerra mundial, a bomba atômica explodiu no Japão. E hoje, quando a história se repete, lá no oriente, face aos últimos acontecimentos da natureza, provocando danos nucleares à humanidade, entende-se que é chegada a hora à uma reflexão mais apurada, no caminhamento do homem em direção ao futuro.
Mas, tratando de pessoas, lendo e relendo a obra genealógica de Edgardo Pires Ferreira, mesmo sabendo que o homem focado é membro da família Castello Branco, oportunizei-me em saber que o mesmo é descendente direto de Francisco Lopes fundador de Buriti dos Lopes por volta de 1700, e João Gomes do Rego Barros, que no início da segunda década do século XVIII implantou na beira do Igará (Igaraçu) as primeiras charqueadas no futuro estado do Piauí, na condição de preposto e Capitão-mor da Villa Nova da Parnaíba (região da Parnaíba), apropriada pelo rico empreendedor baiano Pedro Barbosa Leal. Então, verifiquemos :
JOÃO GOMES DO REGO BARROS, era pernambucano, filho de João do Rego Barros, irmão de Francisco do Rego Barros, que exerceu as funções reais de Governador da Capitania da Paraíba(1663-1670) e Ofícial Provedor da Fazenda Real de Pernambuco. Nasceu em Olinda por volta de 1856. Faleceu em Parnaíba. Foi Capitão-mor da Villa Nova da Parnahiba, de propriedade do poderoso empreendedor baiano, Pedro Barbosa Leal, quando em 1711, agilizou e conseguiu, como representante do mesmo, a autorização para erigir na dita vila, uma igreja para veneração de Nossa Senhora de Monte Serrathe. Daí, a localidade passou a ser conhecida como Villa de Nossa Senhora de Monserrathe da Parnahiba. Em 1712, quando do levante dos tapuias na região norte dos estados do Piauí, Maranhão e Ceará, por ocasião da invasão da Villa Parnahiba, pediu socorro e foi atendido pelo Mestre de Campo, Cel. Bernardo Carvalho de Aguiar, fundador de São Miguel dos Tapuios, Campo Maior e São Bernardo (MA) , que retomou o lugarejo, acantonando os gentios no Delta do Parnaíba, sob a orientação religiosa do Frei Lino de Mescent, implantando-se então o 1º aldeiamento na região. Em 14 de julho de 1725, recebeu do Governador Geral do Estado do Maranhão e Grão Pará, terras no delta do Rio Parnaíba, quando passou a cuidar dos próprios negócios, indo residir no lugar Testa Branca, atualmente a comunidade Chafariz. Casou em primeira núpcia na cidade de São Luiz (MA), com Anna Castello Branco de Mesquita. Posteriormente, viúvo , casou com sua cunhada Maria do Monte Serrathe Castello Branco, nascida em Lisboa, e falecida no Piauí. Ambas as esposas eram filhas de Dom Francisco da Cunha Castello Branco, que vindo de Pernambuco, após passar pelo Maranhão, estabeleceu-se na Bitoracara (Campo Maior). Os seus filhos do primeiro matrimonio, foram Maria Eugênia de Mesquita Castelo Branco, Lourenço dos Passos Rego Castello Branco, Rosendo Lopes do Rego Castelo Castello Branco e João do Rego Castello Branco; Os do segundo matrimônio, Francisca do Monte Serrathe Castelo Branco, Florência do Monte Serrathe Castello Branco e Anna do Monte Serrathe Castello Branco.
Sua descendente na 5ª geração, Francisca Maria de Jesus Castello Branco, casou com o Alferes José Lopes da Cruz, filho de Ângelo Antonio Lopes(descendente dos Lopes) , este, assassinado pelos balaios em 1839, na sua fazenda Tinguís (Burití dos Lopes), quando contava 90 anos de idade. Dessa união nasceram Maria Eugênia Lopes da Cruz, Estevão Lopes Castello Branco, Francisco Miguel dos Anjos Lopes Castelo Branco “O Ruivo” (Balaiada) , José Lopes da Cruz Filho, Joaquim Antonio Lopes, Carlos Lopes Castello Branco, Alexandre Lopes Castello Branco, Francisca Maria Castelo Branco, Anna Francisca Castello Branco, João Lopes Castello Branco e Luís José Demétrio Castello Branco, todos da 6ª geração..
MARIA EUGÊNIA LOPES DA CRUZ, casou com seu primo Francisco Gil Castello Branco. Seu ente José Francisco de Sant’anna, casou com Marianna de Sousa Fortes, nascida no Livramento, atualmente município de José de Freitas..
MARIANNA DE SOUZA FORTES, Nasceu em 1815, faleceu em 1910. Casou com seu primo, José Francisco de Sant´ana, filho de Veneranda Clara Castello Branco e José Joaquim de Sant’anna, descendente de Francisco Gil Castello Branco e Maria Eugênia Lopes Castelo Branco. Seu filho Fenelon Santana, falecido na Amazônia em 22/07/1896, casou em 22/04/1895, com sua prima Feliciana Ferreira Castello Branco, com a qual, teve dois filhos. Fenelon de Sant’ana Castello Branco e DulcilaSant’ana Castello Branco, esta, mãe do renomado jornalista brasileiro, Carlos Castello Branco.
FENELON SANTANA CASTELLO BRANCO, nasceu em 19/03/1897, em União. Casou em primeiro matrimônio com sua prima Ana Martins Castello Branco, filha de Lívio Ferreira Castelo Branco e Maria Ester Martins. Desse primeiro casamento nasceram Maria de Lourdes Santana Castelo Branco, José Castelo Branco, Lívio Ferreira Castelo Branco Neto e Maria Thereza Martins Castello Branco.
MARIA DE LOURDES SANTANA CASTELLO BRANCO, nasceu em Parnaíba, em 06/10/1918. Casou em 27/03/1943, em São Luiz , com Alcenor Rodrigues Candeira, com o qual, teve os filhos , Carlos José Castelo Branco Candeira, Ana Maria Castelo Branco Candeira, Alcenor Rodrigues Candeira Filho e Tânia Maria Castelo Branco, esposa de Francisco Canindé Correia.
ALCENOR RODRIGUES CANDEIRA FILHO, filho de Alcenor Rodrigues Candeira e Maria de Lourdes Santana Castelo Branco. Nasceu em 10/02/1947, na cidade de Parnaíba. Casou em 1ª núpcia com Simone Lages de Carvalho. São seus filhos, Dina de Carvalho Candeira, Diana de Carvalho Candeira e David de Carvalho Candeira. Efetivamente, o brilhante intelectual parnaibano é descendente direto do Alferes, José Lopes da Cruz e Francisca Maria de Jesus Castello Branco, da 5ª geração de João Gomes do Rego Barros, portanto um parnaibano de 300 anos de história, como também o atual prefeito de Parnaíba, José Hamilton Furtado Castelo Branco, bisneto de Luiz José Demétrio Castello Branco e Ângela do Monte Serrathe.
Por Vicente de Paula Araújo Silva “Potência”
Fonte: acesso343
A ocupação do solo piauiense
A ocupação do solo piauiense, tem a ver com as do Ceará e Maranhão. A história dos primórdios da fixação do homem chamado civilizado nessa região é a mesma. Vejamos:
As Capitanias do Ceará e Piauí, doada a João Cardoso de Barros e Antonio Cardoso de Barros, ficaram abandonadas, e indefesas ante a ação de aventureiros franceses e holandeses. Assim, mais precisamente na região que compreende o extremo oriental do Ceará ao Delta do rio Parnaíba, as primeiras incursões nesses territórios, foram penetrações a partir das emborcaduras dos rios Timonha, Ubatuba, Camurupim, Portinho e Parnaíba, em direção à serra da Ibiapaba. Essas entradas, foram feitas por piratas e corsários europeus e tiveram o propósito único de exploração econômica através do contrabando de madeira de lei em comércio com os índios da região.
A partir de 1590, os franceses estabeleceram-se na serra da Ibiapaba, comandados por Bombille e Jacques Rifault, tinham a simpatia dos indígenas chefiados por Jeropasyaçu (Diabo Grande) e Irapoã (mel Redondo). A partir daí, a coroa portuguesa passou a se preocupar com esse início de ocupação, já que nesse tempo, os franceses tinham livre trânsito entre os nativos da região compreendida entre a serra da Ibiapaba e a Ilha do Maranhão. Então, a coroa portuguesa resolveu intervir e expulsar os franceses da região. A ordem para a jornada, foi dada pelo governador Diogo Botelho de Meneses, em Olinda, na reunião realizada em 21/03/1603, com o capitão-mor de Pernambuco, capitão-mor da Paraíba e o sargento-mor Diogo de Campos Moreno, com o objetivo de expulsar os franceses, investigar a existência de minas e descobrir a costa maranhense. Partindo ainda neste mesmo ano, essa missão guerreira comandada pelo açoreano Pero Coelho de Sousa, seguindo o rio Camocim, chegou a serra da Ibiapaba no início de 1604, após dominar os primeiros indígenas e aprisionar 10 franceses. Pretendia o mesmo chegar até a ilha do Maranhão, para expulsar outros franceses que lá estavam acantonados. Essa ação se esvaziou às margens do rio Punaré (Parnaíba), devido ao clima de insubordinação da tropa, face ao estado deplorável em que se encontravam como seres humanos. Após, a ocupação da Ilha do Maranhão pelos franceses sob o comando de Daniel de La Touche e Charles Des Vaux, e a expulsão dos mesmos, foi criado o Estado do Maranhão, instituído pelo Decreto Real de 13/06/1621, que compreendia os atuais estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Alto Amazonas, subordinado ao Governador Geral de São Luís do Maranhão. Assim, iniciou-se a ocupação ordenada dos estados do Piauí, Maranhão e Ceará.
Da série :ESTÓRIAS A RESPEITO DA HISTÓRIA DA PARNAÍBA
Por Vicente de Paula Araújo Silva “Potência”
Fonte: acesso343
Ao Saudoso Benedito Escórcio
Saudoso músico amigo
De ti temos recordação
Tocavas divinamente
Com toda dedicação
Podemos considera-lo
Em toda população
Um dos melhores da história
A música era sua paixão
Com sua linda clarineta
Tocava valsa e baião
No samba dançante se via
A arte deste cidadão
Tocando o hino da padroeira
Comovia os corações
O som ecoava em toda cidade
Recordando amizades e paixões
A Avenida nunca esquece
Seu morador importante
Que abrilhantava as festas
Sem se importar com o montante
Sua casa nos recorda
Aquela presença constante
Conversando e sorrindo com amigos
Lembrando dos tempos distantes
Amigo Benedito Escórcio
Deixou seu povo chorando
O som de seu instrumento
Não se ouve mais tocando
Saudade, saudade, que pena !
O povo ficou lamentando
Pela Fanfarra foi homenageado
Em vida viu seu nome brilhando
Nunca abandonou sua cidade
De tudo ele conhecia
Seu mestre foi Almir Araújo
Na música se garantia
Benedito, quando era convidado
Não, ele nunca dizia
Infelizmente não deixou discípulo
E seu legado não mais se ouvia
O seu belíssimo instrumento
Perdeu seu belo refino
Não sentiu mais seu dono
Nem ganhou o seu carinho
Andou por algumas mãos
E para um museu o destino
Ficou no Solar dos Escórcio
Da família Alexandrino
Um membro de nossa banda
Jovem de nossa cidade
Acompanhou todo o cortejo
De nosso músico de idade
Faria uma homenagem póstuma
No Cemitério da Igualdade
O Toque de Silêncio soou
Execução pioneira na cidade
Enquanto a corneta tocava
A comoção era total
A tristeza foi tremenda
Perante a dor mortal
E seu corpo foi sepultado
Nesse distinto funeral
Nunca antes foi tão justa
Aquela homenagem final
Poeta e historiador – Nene Calisto (portal buritiense)
De ti temos recordação
Tocavas divinamente
Com toda dedicação
Podemos considera-lo
Em toda população
Um dos melhores da história
A música era sua paixão
Com sua linda clarineta
Tocava valsa e baião
No samba dançante se via
A arte deste cidadão
Tocando o hino da padroeira
Comovia os corações
O som ecoava em toda cidade
Recordando amizades e paixões
A Avenida nunca esquece
Seu morador importante
Que abrilhantava as festas
Sem se importar com o montante
Sua casa nos recorda
Aquela presença constante
Conversando e sorrindo com amigos
Lembrando dos tempos distantes
Amigo Benedito Escórcio
Deixou seu povo chorando
O som de seu instrumento
Não se ouve mais tocando
Saudade, saudade, que pena !
O povo ficou lamentando
Pela Fanfarra foi homenageado
Em vida viu seu nome brilhando
Nunca abandonou sua cidade
De tudo ele conhecia
Seu mestre foi Almir Araújo
Na música se garantia
Benedito, quando era convidado
Não, ele nunca dizia
Infelizmente não deixou discípulo
E seu legado não mais se ouvia
O seu belíssimo instrumento
Perdeu seu belo refino
Não sentiu mais seu dono
Nem ganhou o seu carinho
Andou por algumas mãos
E para um museu o destino
Ficou no Solar dos Escórcio
Da família Alexandrino
Um membro de nossa banda
Jovem de nossa cidade
Acompanhou todo o cortejo
De nosso músico de idade
Faria uma homenagem póstuma
No Cemitério da Igualdade
O Toque de Silêncio soou
Execução pioneira na cidade
Enquanto a corneta tocava
A comoção era total
A tristeza foi tremenda
Perante a dor mortal
E seu corpo foi sepultado
Nesse distinto funeral
Nunca antes foi tão justa
Aquela homenagem final
Poeta e historiador – Nene Calisto (portal buritiense)
Assinar:
Postagens (Atom)







